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	<title>CARTAS CRÃ”NICAS &#38; DECLARAÃ‡Ã•ES DE AMOR &#187; CARTA</title>
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	<description>thereÂ´s a light that I never goÂ´s out</description>
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		<title>CARTA MANIFESTADA</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Sep 2007 11:52:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Souto</dc:creator>
				<category><![CDATA[CARTA]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Amigo, a&#237; vai o texto do jornalista portugu&#234;s, cronista da Folha de S&#227;o Paulo, como havia te prometido. Ap&#243;s o dele, vem o meu ponto de vista sobre o assunto. Abra&#231;&#227;o Ricardo Souto Depois tu me responde ta!? Diz teu ponto de visa tb. xero!!!
ADJETIVO N&#195;O POE SER SUBSTANTIVO! (JO&#195;O PEREIRA COUTINHO) 
N&#227;o existem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><font size="2">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Amigo, a&iacute; vai o texto do jornalista portugu&ecirc;s, cronista da Folha de S&atilde;o Paulo, como havia te prometido. Ap&oacute;s o dele, vem o meu ponto de vista sobre o assunto. Abra&ccedil;&atilde;o Ricardo Souto Depois tu me responde ta!? Diz teu ponto de visa tb. xero!!!</font></p>
<p align="justify"><font size="2">ADJETIVO N&Atilde;O POE SER SUBSTANTIVO! </font><font size="2"><font size="1">(JO&Atilde;O PEREIRA COUTINHO)</font> </font></p>
<p align="justify"><font size="2">N&atilde;o existem homossexuais! Acreditar que um adjetivo se converte em substantivo &eacute; uma forma de moralismo pela via errada N&Atilde;O CONHE&Ccedil;O homossexuais. Nem um para mostrar. Amigos meus dizem que existem. Outros dizem que s&atilde;o. Eu co&ccedil;o a cabe&ccedil;a e investigo: dois olhos, duas m&atilde;os, duas pernas. Um ser humano como outro qualquer. Mas eles recusam pertencer ao &uacute;nico g&ecirc;nero que interessa, o humano. E falam do &quot;homossexual&quot; como algumas crian&ccedil;as falam de fadas ou duendes. Mas os homossexuais existem? A desconfian&ccedil;a deve ser atribu&iacute;da a um insuspeito na mat&eacute;ria. Falo de Gore Vidal, que roubou o conceito a outro, Tennessee Williams: &quot;homossexual&quot; &eacute; adjetivo, n&atilde;o substantivo. Concordo, subscrevo. N&atilde;o existe o &quot;homossexual&quot;. Existem atos homossexuais. E atos heterossexuais. Eu pr&oacute;prio, confesso, sou culpado de praticar os segundos (menos do que gostaria, &eacute; certo). E parte da humanidade pratica os primeiros. Mas acreditar que um adjetivo se converte em substantivo &eacute; uma forma de moralismo pela via errada. &Eacute; elevar o sexo a condi&ccedil;&atilde;o identit&aacute;ria. Sou como ser humano o que fa&ccedil;o na minha cama. Aberrante, n&atilde;o? Uns anos atr&aacute;s, ali&aacute;s, comprei brigas feias na imprensa portuguesa por afirmar o &oacute;bvio: ter orgulho da sexualidade &eacute; como ter orgulho da cor da pele. Il&oacute;gico. Se a orienta&ccedil;&atilde;o sexual &eacute; um fato t&atilde;o natural como a pigmenta&ccedil;&atilde;o dermatol&oacute;gica, n&atilde;o h&aacute; nada de que ter orgulho. Podemos sentir orgulho da carreira que fomos construindo: do livro que escrevemos, da m&uacute;sica que compusemos. O orgulho pressup&otilde;e m&eacute;rito. E o m&eacute;rito pressup&otilde;e escolha. Na sexualidade, n&atilde;o h&aacute; escolha. Infelizmente, o mundo n&atilde;o concorda. Os homossexuais existem e, mais, existe uma forma de vida gay com sua literatura, sua arte. Seu cinema. O Festival de Veneza, por exemplo, pretende instituir um Le&atilde;o Queer para o melhor filme gay em concurso. N&atilde;o &eacute; caso &uacute;nico. Berlim j&aacute; tem um pr&ecirc;mio semelhante h&aacute; duas d&eacute;cadas. &Eacute; o Teddy Award. Estranho. Olhando para a hist&oacute;ria da arte ocidental, &eacute; poss&iacute;vel divisar obras que versaram sobre o amor entre pessoas do mesmo sexo. A arte greco-latina surge dominada por essa puls&atilde;o homoer&oacute;tica. Mas s&oacute; um analfabeto fala em &quot;arte grega gay&quot; ou &quot;arte romana gay&quot;. E desconfio que o imperador Adriano se sentiria abismado se as est&aacute;tuas de Ant&iacute;noo, que mandou espalhar por Roma, fossem classificadas como exemplares de &quot;estatu&aacute;ria gay&quot;. A arte n&atilde;o tem g&ecirc;nero. Tem talento ou falta de. E, j&aacute; agora, tem bom senso ou falta de. Definir uma obra de arte pela orienta&ccedil;&atilde;o sexual dos personagens retratados n&atilde;o &eacute; apenas um caso de filistinismo cultural. &Eacute; encerrar um quadro, um livro ou um filme no gueto ideol&oacute;gico das patrulhas. Exatamente como acontece com as pr&oacute;prias patrulhas, que transformam um fato natural em programa de exclus&atilde;o. De auto-exclus&atilde;o. Eu, se fosse &quot;homossexual&quot;, sentiria certa ofensa se reduzissem a minha personalidade &agrave; inclina&ccedil;&atilde;o (simb&oacute;lica) do meu p&ecirc;nis. Mas eu prometo perguntar a um &quot;homossexual&quot; verdadeiro o que ele pensa sobre o assunto, caso eu consiga encontrar um no planeta Terra. </font></p>
<p align="center"><font size="2">JO&Atilde;O PEREIRA COLTINHO, EU SOU HOMOSSEXUAL! </font></p>
<p align="justify"><font size="2">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Achei interessante a &oacute;tica dele, Pelo que entendi ele levanta e derruba rsrsrsrrsrsrsrs. Uma vez minha sobrinha chegando da escola, passou por mim silenciosa, o que estranhei. N&atilde;o era de costume, n&atilde;o me falou como foi sua aula nem me deu aquele tradicional beijo sujo de chocolate ou outra guloseima como sempre faz. Convocando sua presen&ccedil;a linda imediatamente para satisfa&ccedil;&otilde;es ela se aproxima pensativa e me atira: &#8211; Titio, eu sou neguinha? Ela nunca tinha se preocupado com isso, seu pai &eacute; negro, sua m&atilde;e, minha irm&atilde;, &eacute; branca. Ela, minha sobrinha, &eacute; mulata apesar de prevalecer a cor branca, nela, &eacute; essa a classifica&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica. E continuou &ndash; meus coleguinhas me xingaram de neguinha( fazendo bico de choro) srsrsrsrsrsr! Prontamente disse-lhe que era neguinha sim!!! E linda! Coloquei que ningu&eacute;m nunca havia problematizado isso em casa!! Que am&aacute;vamos ela assim justamente com aquele cabelo, com aqueles l&aacute;bios grossinhos lindos!! Que essa diferen&ccedil;a na casa era muito legal! E que quando a chamassem assim, ela n&atilde;o revidasse mas pensasse sempre que ela n&atilde;o depende da opini&atilde;o deles mas de quem a ama e quem a ama prefere ela neguinha!!! Falei da natureza multicor da vida, dos negros atletas, artistas, cantores, da diversidade linda das etnias e da preponder&acirc;ncia do folclore africano no mundo todo com a m&uacute;sica, a dan&ccedil;a, as artes, da import&acirc;ncia do negro na forma&ccedil;&atilde;o do progresso para o mudo todo na Europa e Am&eacute;rica coloniais, das quais guard&aacute;vamos descend&ecirc;ncia, a se expressar nela pr&oacute;pria, at&eacute; nossos dias. Beijei-a sorridente e confiante e transformei o que era defeito em qualidade com muito amor. O que foi bastante pra ela se interessar pela conscientiza&ccedil;&atilde;o e aceita&ccedil;&atilde;o de sua condi&ccedil;&atilde;o natural. N&atilde;o a lisonjeei com pieguismo protetor, falei a verdade! Quando n&atilde;o somos suficientemente adultos, Toda auto-estima primeiramente &eacute; constru&iacute;da de resist&ecirc;ncia a for&ccedil;as que nos oprime, e o orgulho impulsiona-nos o valor. Analisemos uma pessoa que foi muito oprimida, desprezada, v&iacute;tima de cr&iacute;ticas(pior ainda, infundadas), crescera comprometida na sua dignidade, certamente isso se expressar&aacute; evidentemente no seu perfil inseguro, culpado, angustiado propenso a insatisfa&ccedil;&atilde;o e agressividade. E como resposta, inconscientemente, reunir-se-&aacute; em grupo, onde possa se sentir confort&aacute;vel e aceita!!! Gandy era hindu, advogado, aristocrata educado nos finos moldes ingleses, mas &ldquo;desceu do salto&rdquo; e uniu-se ao seu povo oprimido, maltratado sem auto-estima, embrutecido pelo primitivismo de sua cultura, e o aviltamento do oportunismo imperialista ingl&ecirc;s. E ele se entregou a causa. Se lhe perguntasse se lutava pelos hindus ele dizia que n&atilde;o, lutava pela humanidade, pelos hindus, mul&ccedil;umanos, ingleses, crist&atilde;os, por que ele lutava pelo que todo ser humano quer e tem direito: liberdade!! mas ele dava seu grito a partir do seu povo, reunindo o seu povo, valorizando o seu povo! E em sua independ&ecirc;ncia, viu a forma de reverter tanta subservi&ecirc;ncia e medo e a oportunidade de dar exemplo a outras na&ccedil;&otilde;es&#8230; Ele era universal como sugere o texto do colega, mas a partir de sua condi&ccedil;&atilde;o, de sua causa!!. Sei das propor&ccedil;&otilde;es, peculiaridades e diferen&ccedil;as das causas: a hindu e a homossexual, mas tamb&eacute;m sei que o fundo de liberdade de respeito de luta que se quer e se tem direito &eacute; o mesm&iacute;ssimo para as duas, ou todas as causas! Nosso momento hist&oacute;rico &eacute; outro e as telecomunica&ccedil;&otilde;es expandem a propor&ccedil;&otilde;es universais os eventos restritos a GUETOS IDEOL&Oacute;GICOS DE PATRULHAS. Pergunto pra ele o que &eacute; &ldquo;gueto&rdquo; quando o assunto agora &eacute; t&atilde;o admitido, at&eacute; por quem n&atilde;o &eacute; gay, e publicamente generalizado! Ao contr&aacute;rio, todos agora mostram suas diferen&ccedil;as com respeito, todas as tribos mostram suas artes. Existe sim a arte negra!!! Existe sim a arte eg&iacute;pcia, a tape&ccedil;aria hindu inigual&aacute;vel! Existe sim a arte rupestre, a m&uacute;sica negra dos guetos norte americanos, o blues, o jazz, o rap e sua tribo. Tenho satisfa&ccedil;&atilde;o imensa de ter Pel&eacute;, Daiane dos santos, Zez&eacute; Mota, Castro Alvez, Miles Daves, James Brow, Marte Luter king, Danzel Washington, Gilberto Gil, negros maravilhosos e lindos personificando virtudes que quero que minha sobrinha tenha. E vou lembrar de Miguelangelo, Leonardo da Vince, Van Gog, Frida Callo, Elton Jhon, Oscar Wild ,Zeca Balero, Z&eacute;lia Duncan, Rimbau, Marving Gaye, Casssia Eller, Ana Carolina, Milton Nascimento, Renato Russo, Baldeleire, Fagner, Ney Matogrosso, Vera Ver&atilde;o, etc. se for o caso da minha sobrinha tamb&eacute;m ser l&eacute;sbica. N&atilde;o s&oacute; existe um g&ecirc;nero homossexual n&atilde;o, como sugere o colega, Jo&atilde;o Pereira e sim &ldquo;g&ecirc;neros&rdquo;: travestis, bichas, frangos, barbyes, gay, transformistas, passivos, ativos, veados, discretos, enrustidos, declarados, bombados em todos os setores de atividades, credo, classe social, cor etc talentosos, inteligentes, com medo de se expor, humilhados eclipsados irreconhecidos pelo veneno invejoso das &ldquo;verdades&rdquo; heterossexistas de uma cultura ruindo em peda&ccedil;os de tanta imoralidade generalizada independentemente de sexualidade. Se eu entendi o texto do colega, acho que ele foi infeliz no coment&aacute;rio, 1&ordm;, ele n&atilde;o est&aacute; na pele de um homossexual, nem na de um negro( literalmente ) rsrsrsrsrsrrsrs 2&ordm; ningu&eacute;m resumi a um g&ecirc;nero ou categoria algo universal que &eacute; pass&iacute;vel de entendimento por qualquer alma humana e isso n&atilde;o precisa de paladinos defensores por que &eacute; evidente por si s&oacute;. O que se quer &eacute; diminuir, suavizar a nossa cultura da barb&aacute;rie do preconceito, isso sim qualquer idiota percebe, enquanto outros idiotas formulam tratados filos&oacute;ficos sobre gueto filos&oacute;ficos de n&atilde;o sei o que l&aacute;!!! Srsrsrsrsrsrsrsrs E at&eacute; eu que sou intelectual de &ldquo;machado de Assis e Jos&eacute; de Alencar&rdquo; (lembra do gin&aacute;sio? rsrssrsrrsrsrs) sei disso!!!!!!!!!! Na l&oacute;gica dele, ele d&aacute; a id&eacute;ia de que n&oacute;s homossexuais n&atilde;o dever&iacute;amos t&aacute; lutando por nada, porque tudo j&aacute; nos cabe por direito simplesmente por j&aacute; sermos seres humanos, e que o que queremos &eacute; pavonear, exibicionismo. Essa id&eacute;ia &eacute; perigosa porque isso aqui n&atilde;o &eacute; o pais das maravilhas! N&atilde;o elevamos o sexo a condi&ccedil;&atilde;o &ldquo;identit&aacute;ria&rdquo;, por si s&oacute; o sexo nos cataloga, nos contextualiza, a herotiza&ccedil;&atilde;o de um gesto afeminado, ou um simples carinho entre dois homens ou duas mulheres &eacute; imediata na vis&atilde;o do heterossexista, nos risinhos c&iacute;nicos, nos rotulando preconceituosa imediatamente, da&iacute; n&atilde;o podermos expandir afeto em p&uacute;blico, n&atilde;o podermos nos expressar, sobre pena de sermos expulsos de bares, shoppings, etc. e n&oacute;s &eacute; que invertemos, quando nos personificam pelo falo!??. Esses &ldquo;pr&ecirc;mios&rdquo; na &ldquo;categoria gay&rdquo; que o colega coloca &eacute; simplesmente o esfor&ccedil;o de poucos grupos solid&aacute;rios contribu&iacute;rem com uma &ldquo;causa&rdquo; de responsabilidade social bem mais profunda e &eacute; evidente, como ele pr&oacute;prio d&aacute; a id&eacute;ia em seu texto, que estariam longe de por si s&oacute; sanarem os problemas enfrentados pela homossexulidade, e onde!!!? trofeuzinhos, filmes premiados, exposi&ccedil;&atilde;o em m&iacute;dia, chancezinhas de se expor, que daqui a pouco cai em esquecimento como a pr&oacute;pria arte comercial cai em desuso, se trata de um dom&iacute;nio ideol&oacute;gico em expans&atilde;o e patrulhamento do que quer que seja, ou de fazerem os homossexuais se imporem dominantemente com &ldquo;sua arte&rdquo;!! &Eacute; subestimar demais e nivelar por baixo demais o que n&oacute;s homossexuais esperamos de um mundo melhor! Mas, j&aacute; s&atilde;o posturas que levam a discuss&atilde;o, e conseq&uuml;entemente a um mundo melhor onde adjetivo n&atilde;o tenha que virar substantivo.E vejo bem mais benef&iacute;cios nisso que malef&iacute;cios. &Eacute; claro que existem pavoneamentos, lantejoulas, ufanismo, exclusivismo, oportunismo, tamb&eacute;m! Como na pol&iacute;tica, na religi&atilde;o, nas ONGs com suas &ldquo;fun&ccedil;&otilde;es sociais&rdquo;, no jornalismo, em tudo. Enquanto a humanidade n&atilde;o nos conferir respeito e direitos temos que lutar por ele, suavizando para outras gera&ccedil;&otilde;es a nossa cultura t&atilde;o dura, onde somos ridicularizados e desprezados por policiais numa delegacia quando num momento de desconforto e dor, fr&aacute;geis, estamos prestando queixa de um assalto( aconteceu comigo!), ou desprivilegiados num emprego quando temos capacidade, etc. Admiro-lhe a intelig&ecirc;ncia e a cultura no texto, apesar de acha-lo sofismatico. O colega tem todo o direito de expressar, tamb&eacute;m, suas id&eacute;ias. Seria um contra-senso meu se depois de tudo o que falo sobre liberdade n&atilde;o reconhecer-lhe o m&eacute;rito com respeito. Mas Digo-lhe com carinho: temos que ter muito cuidado pois somos formadores de opini&otilde;es e o momento &eacute; aquele em que se n&atilde;o atrapalhamos j&aacute; estamos ajudando muito. J&aacute; h&aacute; quem nos empurre pra tr&aacute;s! rsrsrsrsrsrsrs A igreja que ao inv&eacute;s de cumprir seu papel crist&atilde;o cai matando com seu moralismo retrogrado estrat&eacute;gico de condu&ccedil;&atilde;o popular, a falta de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que nos pr&eacute; veja como seres humanos existentes, a justi&ccedil;a e a constitui&ccedil;&atilde;o engessadas numa cultura machista, heterossexista e homof&oacute;bica, etc. S&atilde;o vidas em jogo! De crian&ccedil;as e adolescentes descontextualizados da escola, por extens&atilde;o prostitui&ccedil;&atilde;o e marginaliza&ccedil;&atilde;o por inadequa&ccedil;&atilde;o ao mercado de trabalho e inaceita&ccedil;&atilde;o social, suic&iacute;dios( pensei muito nisso), desprezo fam&iacute;liar, pais de fam&iacute;lias gays de vida dupla, DSTs, e tanto pior a situa&ccedil;&atilde;o quanto mais baixa a renda familiar e o grau de escolaridade. Ser&aacute; que esses guetos onde choramos silenciosamente s&atilde;o mais aceit&aacute;veis pelo colega??? O colega foi muito simplista!!!! Talvez o medo do colega seja, que como uma peste, a homossexualidade ataque o filho dele. Ou ent&atilde;o que no boom da &ldquo;diversidade&rdquo; t&atilde;o em moda, ele se veja obrigado a rever seus conceitos e a sair do arm&aacute;rio, coisa que n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil quando em tempos de imp&eacute;rio machista, e agora ao contr&aacute;rio possa ser arrastado pela correnteza srsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsr. Sou homossexual assumido meu gueto ideol&oacute;gico de milit&acirc;ncia &eacute; o amor, a partir de minha condi&ccedil;&atilde;o oprimida, a partir do meu sofrimento e dos outros que vejo e com quem convivo, a partir do meu g&ecirc;nero, a partir do que sou, e n&atilde;o impondo a ningu&eacute;m o que deva ser, mas que sejam o que quiserem ser com muita liberdade, paz respeito seja em filmes gays, estatu&aacute;ria gay, galerias gays ,se isso significa &ldquo;guetificar&rdquo; se isso significa orgulho, se isso significa esc&acirc;ndalo, se isso significa reduzir &agrave; genit&aacute;lia toda a express&atilde;o de um vida &ldquo;Viva ao p&ecirc;nis que escandaliza e liberta!!&rdquo;(rsrsrsrsrsrsrsrsr) com discuss&atilde;o justa e honesta quebrando as vitrines sujas desse shopinggcenterzinho fechado, retr&oacute;grado, moralista hip&oacute;crita de meia d&uacute;zias de pseudo intelectuais burgueses e bo&ccedil;ais trabalhando contra o progresso fingindo estar ao seu favor. Queremos mais pr&aacute;ticas, que teorias, queremos viver quem somos!Viva aos &iacute;ndios! viva aos hindus! aos negros! Aos gregos! Ao baianos!As mulheres! Aos sem terra! A todos os seres humanos e VIVA A BICHA LOUCA!!! Ricardo Souto, 38, m&uacute;sico, tec. de arquitetura lukamaia1@gmail.com militante no movimento gay le&otilde;es do norte </font></p>
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