CARTAS CRÔNICAS & DECLARAÇÕES DE AMOR

there´s a light that I never go´s out

Arquivar em: POESIA — Ricardo Souto at 9:32 pm on Segunda-feira, Fevereiro 11, 2008

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Stº Antônio

A mesa posta
o orgulho da mãe
pai ta no trabalho
a faca aguarda pra cortar
guardada no armário
mudar o mundo, pura ilusão
que se evapora
mas o vírus da insatisfação
não vem de fora
a escova escova o dente melhor
de baixo pra cima
a popesia é sempre maior
se tiver rima
a utilidade dita a conduta
não importa se isso faz bem
e a autoridade acirra a disputa
acresce o que lhe convém
*
e o mundo inteiro agora
é um imenso corpo em convulsões
numa festa
dançando o ventre pra deuses pagãos
fazendo ofertas
e eu só querendo te levar  d’aqui
*
Então me dá tua mão
Tua bondade é cura
Aceita minha confissão
Encerra essa procura
Inverte essa razão
Amar não é loucura
E quanto mais amor
Mais nossa vida é pura                          
                                   Ricardo Souto


Arquivar em: POESIA — Ricardo Souto at 8:00 pm on Segunda-feira, Fevereiro 11, 2008

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SONETO PRA SER LIVRE
Ricardo Souto
Não há grades maiores que os nossos próprios valores
Que embora superados querem nos conter a alma
Por temeres outras dores, como atores pedem palmas
Não agrade assim a grade que nos impõe mais dores
*
Não há grades pros espaços, nem p`rum peito, vis amores
Só correntes de ilusões podem nos prender o rumo
Como a droga não sacia por maior o seu consumo
Não agrade assim a grade que nos impõe mais dores
*
Abra os olhos, veja as frestas que despertam esperanças,
Se a luz pra uns é dor, pelo fardo de vingança
De trapaças e sandices filhos tortos dos rancores
*
Abre os olhos vê no céu o selar dessa aliança
Pros que querem ter mais paz e se espelham na criança
Pelo  amor dessa  semente que despertará em flores
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Arquivar em: POESIA — Ricardo Souto at 7:32 pm on Sexta-feira, Fevereiro 8, 2008
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SONETO PINTADO
Ricardo Souto
Cumulo meu amor de poesias
Por esses dias de esperanças tão sem lume
E nessa tela jogo flores e perfumes
Pra ver bem mais no seu sorriso uma magia 
*

E no deslumbre do apogeu imaginário

Jogo canários numa explosão de canto
E  agora a aurora forra a terra como um manto
E quero ver no seu sorriso o meu salário 
*
Um balde, um poço, e nossa fruta  já mordida
Um instrumento e uma criança adormecida
A paz, um sonho, sua imagem entrando a porta 
*
Um cais, um porto, e a solidão já de partida
Rasgo o  esboço da união já permitida
Quero mais vida nessa natureza morta 
sssssssssssssssss
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ARCADIA

Arquivar em: POESIA — Ricardo Souto at 8:20 pm on Quinta-feira, Fevereiro 7, 2008

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Fiz em pedra teu corte perfeito
e dentro do meu peito lacro em fim a fera
da pele em riste beijo a tatuagem
a qual, por sobre a minha pele, espera
vi tua agulha por entre o palheiro
vi sair fagulha de pedra com pedra
fiz erguer um ídolo em cordas de vento
mas paguei o mito com minha própria queda
desferi páncadas em portas vazias
travei minha boca no teu mel azedo
aqueci teu corpo ao raiar do dia
mas… morreste a tarde quando era cedo
                                                                    (RICARDO SOUTO)

Arquivar em: FOTOS, POESIA — Ricardo Souto at 2:36 pm on Sexta-feira, Fevereiro 1, 2008
flor.jpg       renato1.jpg    russo13.jpg

Soneto que ficou pra traz

Arquivar em: POESIA — Ricardo Souto at 2:14 pm on Segunda-feira, Outubro 22, 2007


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   EmbarassedEmbarassedEmbarassed  
Ricardo Souto
Será, um dia, assim, vagando eu ao acaso
Entrando em ruas andando a deriva
Que superado a dor da carne viva
Contemplarei as cinzas do ocaso

Smile

E do meu lado terno e displicente
Sentar-se-á o jovem a espera
Seja de um ônibus ou de uma quimera
Que irá me ler o coração dormente

Smile

Ele dará um riso em cortesia
Que me encherá as ruas de alegria
Como farol que mostra algum caminho

Smile

Sem perceber assim iluminado
Enterrarei de vez o meu passado
E me abrirei de novo a um carinho
Smile

IDEOLOGIA

Arquivar em: POESIA — Ricardo Souto at 8:17 pm on Quinta-feira, Setembro 6, 2007

(Ricardo Souto)

Já desfolhamos nossa infância verso a verso
Onde houve imersa uma lei já transgredimos
Bebemos loucos já fumamos já ferimos
Fingindo estarmos indo parra algum progresso

Já desfolhamos flores e cuspimos faces
Toda extensão que possa ter a rebeldia
Por mais que a juventude bela nos disfarce
Por dentro há mofo caretice e covardia

Já percorremos os caminhos mais amargos
Os mais difíceis mas aqueles que escolhemos
Só temos pregos pras emenda dos estragos?
Nem um afago ou carinho aprendemos?

Tudo bem que seja contra a opressão
Contra essa força desigual de um mal sistema
Mas justifica arrancar todo o coração
Ou mais lutar por ver curado o tal edema

E para aqueles que são “chefes” meu desprezo
Que mais “espertos” sugam o sangue dos sequazes
Que como os vermes da luz fogem indefesos
Mas não são vesgos quando acertam os incapazes